Você sabe o que é o puerpério? Vamos conversar sobre ele?

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O período após o parto, chamado puerpério, é o momento em que ocorrem intensas modificações físicas, fisiológicas e psicológicas nas mulheres em um curto espaço de tempo. Juntas, essas características contribuem para aumentar a insegurança da mãe em relação aos cuidados necessários para garantir a saúde do seu bebê e dela própria nesta fase inicial da maternidade.

Compreende o período de 6 a 8 semanas após o parto, mas o efeito dessas mudanças pode variar bastante de uma mulher para outra.

E por que é tão intensa essa fase dos primeiros meses do bebê fora da barriga? Além de cuidar de um novo ser que demanda muita atenção e cuidado, esse período é um momento de descobertas e que faz parte do processo de renascimento daquela mulher que agora também é uma mãe.

Alguns psicólogos acreditam que o parto é um momento de luto, sem que necessariamente haja a morte de alguém. São várias perdas simbólicas e várias coisas que precisam ser ressignificadas na vida da mulher: a vida profissional, seus medos, inseguranças, a vida conjugal, as mudanças no próprio corpo, a perda de tempo para si... E isso traz à tona muitos sentimentos que nem sempre são fáceis de lidar, pois apesar dessas “perdas”, a mulher está feliz com a chegada do bebê.

Vamos imaginar uma situação:

A mulher descobre que está grávida e um mundo de sonhos, palpites e idealizações aparece na frente dela. Ela começa a pensar no quartinho do bebê, no enxoval, na dieta e na atividade física para manter uma gestação saudável... Enfim, inúmeros detalhes que, apesar de importantes e de serem de fato muito bons de programar, não resumem uma gestação e a preparação para o nascimento de um bebê. Há uma rede de apoio enorme e todos querem, de alguma forma, agradar a mulher fazendo tudo por ela.

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Falando sobre mães de “primeira viagem”, pouquíssimas ou, para sermos honestos, praticamente nenhuma delas se prepara para o puerpério. Elas pensam em tudo que envolve a gestação, mas não se preparam para o pós-parto, que será o momento em que toda essa idealização da maternidade se tornará real.

O bebê, apesar de lindo e fofinho, dorme pouco, mama muito e não vem com manual. Ela não consegue entender por que ele chora e o que significam todos os choros. Amamentar, apesar de importante e fisiológico, não é um ato instintivo e pode ser bastante desafiador, o que desgasta essa mãe que já está cansada, insegura e com os hormônios “à flor da pele”.

Antes existiam várias pessoas fazendo tudo por ela; agora, além dela se sentir muito sozinha (já que a sociedade cobra uma mãe feliz, disposta e bem-humorada, uma casa organizada e um bebê gordinho e bem cuidado), ela se sente insegura e incapaz de cuidar dela e do bebê. E se pergunta se isso está certo; onde está aquela explosão de amor que todo mundo diz?!

O fato de uma mãe estar cansada e questionando todo esse momento não faz dela menos mãe e nem muito menos significa que ela está em depressão. Existem sim casos de depressão, mas na maioria dos casos, o que essa mulher precisa é de cuidado, de uma rede de apoio que ajude sem julgar ou criticar. E isso pode ser encontrado em ajuda profissional.

E o que fazer para tornar esse momento mais fácil?

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Buscar apoio profissional: seja de um consultor de amamentação para tornar esse momento mais fácil e menos doloroso, seja de um fisioterapeuta para melhorar todas as dores e desconfortos que são comuns dessa fase, ou de um psicólogo para entender melhor o que está acontecendo...

O importante é que a mulher busque formas de cuidar de si, de se sentir melhor e passar por esse momento de maneira mais leve, sem tantas cobranças e julgamentos.

A Corpus conta com uma equipe de profissionais capacitados para atender a mulher em todo o seu ciclo gravídico puerperal, auxiliando, orientando e ajudando para que o puerpério, apesar de um momento intenso, seja mais prazeroso e fácil de lidar para a díade mãe-bebê. Venha conhecer nossos serviços! Entre em contato pela nossa Central de Atendimento (61) 3041-8778, ou agende sua consulta. Será um prazer atendê-la!

E fique atenta! Em breve, vamos abordar as orientações corretas para a gestação, utilizando a interdisciplinariedade de métodos que temos disponíveis em nossas unidades. Até lá!