Incontinência urinária é normal?

Um dos temas muito comentados essa semana foi a incontinência urinária. O assunto foi abordado pelo programa Bem-estar da Rede Globo, que mostrou mulheres de diversas idades que sofrem com a perda de urina pelos mais variados motivos.

Mas afinal, o que é a incontinência urinária? É normal perder xixi em algum momento da vida? Há tratamento?

É comum ouvirmos as expressões: fiz xixi na roupa de tanto rir; estou grávida e não posso espirrar que o xixi sai; conheço uma senhora que cheira a urina de tanto fazer xixi na roupa; fiz um treino tão forte na academia que até perdi o xixi.

O nosso corpo está preparado para conter a urina em todas essas situações, porém, por determinados motivos esse mecanismo fica alterado e faz com que a pessoa acabe deixando o xixi escapar de forma involuntária. Portanto, o ponto mais importante é saber que PERDER URINA NÃO É NORMAL, EM NENHUM MOMENTO DA VIDA! Existem fases em que isso acontece de forma mais “costumeira”, porém, isso não significa que seja normal e que as pessoas que sofrem com o problema devam entender dessa forma.

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A Sociedade Internacional de Incontinência (ICS) define incontinência urinária como qualquer perda involuntária de urina. Pode ocorrer por esforço, quando a pessoa levanta algum peso, espirra, tosse, durante crises de riso; por urgência, quando a pessoa tem uma vontade imperiosa de urinar; e pode acontecer essas duas coisas juntas. É um problema que afeta milhões de pessoas, em sua maioria mulheres, independente de idade ou classe social. Porém, é mais comum em gestantes e mulheres a partir da quinta década de vida.

A perda de urina interfere diretamente na qualidade de vida e no bem-estar das pessoas, sendo responsável pelo isolamento e maior risco de depressão. De acordo com a SBU – Sociedade Brasileira de Urologia, o risco de depressão varia entre 20% a 30% nas mulheres com incontinência urinária. Esses indivíduos já carregam junto com essa disfunção uma série de outros incômodos e problemas. Entre eles, o medo de que o cheiro do escape de urina seja percebido pelos outros ao redor; o receio de que o uso de absorventes seja perceptível por baixo da roupa; e o incômodo com a frequente troca do mesmo.

Atualmente a fisioterapia pélvica é considerada a primeira linha de tratamento para a incontinência urinária. Por ser um tratamento de baixo custo e sem efeitos colaterais, deve ser a primeira indicada como primeira opção.

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